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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ciro Gomes fica de fora do ministério Dilma

21 de dezembro de 2010

JEFERSON RIBEIRO - REUTERS
O deputado Ciro Gomes (PSB) não vai fazer parte do ministério da presidente eleita Dilma Rousseff, informou à Reuters nesta terça-feira o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.

Ciro havia sido convidado por Dilma para integrar sua equipe e manifestou aos membros do PSB que gostaria de ocupar a pasta da Saúde. Como a presidente optou por nomear o atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), para o posto, Ciro declinou do convite.

"Ele recusou (o convite). Ele prefere esperar para uma segunda oportunidade. Quando o nome dele foi aventado, ele preferia o Ministério da Saúde, mas como esse ministério já estava compromissado ele preferiu recusar o convite", disse Amaral.

Ciro Gomes, que comandou a pasta da Integração Nacional no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pretendia concorrer à Presidência da República neste ano, mas foi desestimulado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizou a candidatura de Dilma.

Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia de Lula, estará com Dilma nesta tarde junto com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, para tentar fechar as indicações do partido, que vai ficar com as pastas da Integração Nacional e de Portos, acrescida de Aeroportos.

Cid já esteve negociando com Dilma e a presidente eleita também teve conversas com Eduardo Campos, presidente do partido e governador de Pernambuco.

"O governador Cid e eu nos reuniremos com a presidente Dilma para bater o martelo sobre os nomes", contou.

Para a Integração, o mais cotado é o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, indicado por Eduardo Campos.

Para a secretaria de Portos e Aeroportos concorrem o líder do PSB na Câmara, Márcio França (SP), e o secretário de Turismo do Ceará, Bismarck Maia.

O PSB foi um dos partidos que mais cresceu nas últimas eleições e a partir do ano que vem governará seis Estados. A legenda pretendia obter pelo menos três pastas e vai ficar com duas, mesma quantidade que tem no governo Lula. Dilma já anunciou 30 nomes dos 37 que compõem o ministério.

(Reportagem adicional de Leonardo Goy)

FONTE: Estadão

Ciro faz falta a qualquer Governo, diz Ilário Marques

21 de dezembro de 2010

Para ele, Ciro deverá indicar algum correligionário para alguma pasta e adotar postura de colaborador fora da administração.

“O Ciro faz falta a qualquer Governo”, disse, nesta terça-feira, o ex-presidente regional do PT e ex-prefeito de Quixadá, Ilário Marques, lamentando que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) não tenha sido aproveitado no ministério da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

Para ele, Ciro deverá indicar algum correligionário para alguma pasta e adotar postura de colaborador fora da administração.

Ciro chegou a ser cotado para o Ministério da Integração Nacional, cargo que chegou a ocupar no Governo Lula, para a pasta da Saúde e, também, para a futura pasta de Portos e Aeroportos. De férias na Europa, tendo ao lado seu filho caçula, Yuri, mandou avisar que não iria ocupar cargos.

“Eu espero que o Ciro colabore com a futura gestão dando sugestões”, reiterou Ilário Marques, que se encontra em São Paulo tratando de assuntos particulares. Na primeira vez que foi eleito para a prefeitura de Quixadá, Ilário ganhou o apoio do então governador do Estado. Na época, era Ciro Gomes.


Fonte: Blog do Eliomar

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ouvido sobre sondagem de Dilma, Ciro pede ‘tempo’

12 de dezembro de 2010

Em viagem ao exterior, Ciro Gomes foi ouvido sobre a sondagem feita por Dilma Rousseff para que ele retorne ao Ministério da Integração Nacional.

Pediu tempo para pensar. Ficou de dar a resposta nesta semana. Dilma espera fechar a negociação com o partido de Ciro, o PSB, antes de quarta-feira (15).

Conforme noticiado pelo Painel, na Folha, a ideia de devolver Ciro à Esplanada foi exposta por Dilma ao governador pernambucano Eduardo Campos.

O blog apurou que Campos, presidente nacional do PSB, acionou o irmão de Ciro, o governador cearense Cid Gomes, também filiado ao partido.

Coube a Cid contactar Ciro. Ouviou-o pelo telefone, na sexta-feira (10). Depois, informou a Campos sobre o pedido de tempo.

Ciro já ocupou a pasta da Integração Nacional sob Lula.

Nomeado em 2003, deixou o cargo em março de 2006, para disputar uma cadeira de deputado federal.

Eleito, revelou-se um legislador em litígio com a atividade legislativa. Tornou-se um faltoso contumaz.

Desgostoso, absteve-se de concorrer à reeleição neste ano de 2010. Tentou empinar uma candidatura presidencial. Porém...

Porém, foi alijado da disputa pelo PSB, que preferiu associar-se, a pedido de Lula, à coligação vitoriosa de Dilma Rousseff.

No primeiro turno da eleição, Ciro dedicou-se à reeleição do irmão Cid, no Ceará. Só no segundo round achegou-se ao comitê de Dilma.

O nome de Ciro não constava da lista de candidatos a ministro que o PSB levou a Dilma.

Para a pasta da Integração Nacional, o nome sugerido foi o de Fernando Bezerra, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Na hipótese de Ciro responder positivamente ao aceno de Dilma, Bezerra deve ser deslocado para a Secretaria Nacional de Portos.

Se preferir, o próprio Ciro pode optar pela secretaria de Portos. Nesse caso, cogita-se vitaminá-la com o acréscimo da gestão dos aeroportos.

O simples pedido de tempo de Ciro foi recebido em Brasília como um sinal alvissareiro. Receava-se que ele refugasse a oferta de Dilma de bate-pronto.

Agora, aguarda-se pela resposta do quase ex-deputado para fechar o desenho da participação do PSB na equipe de Dilma.

Afora essa pendência, os operadores de Dilma tentam convencer Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) a aceitar a nova pasta das Micro e Pequenas Empresas.

Convertido em ministro, Valadares se licenciaria do Senado, cedendo a cadeira ao suplente José Eduardo Dutra, presidente do PT federal.

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Escrito por Josias de Souza às 03h55

FONTE: FOLHA ONLINE - BLOG DO JOSIAS
FOTO: SIDINEI LOPES/FOLHA

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dilma tenta acomodar Ciro Gomes no seu ministério

11 de dezembro de 2010

Reza a tradição: em política, o sujeito não pode estar tão próximo que amanhã não possa estar distantes nem tão distante que amanhã não possa se aproximar.

Tome-se o caso de Ciro Gomes (PSB-CE). Empurrado por Lula para fora do tabuleiro presidencial, tomou distância.

Na virada do primeiro para o segundo turno, reaproximou-se. Virou um dos coordenadores do comitê de Dilma Rousseff.

Agora, como que decidida a encurtar todas as distâncias, Dilma tenta devolver Ciro à Esplanada.

Leia-se, a propósito, o par de notas que abre o Painel, editado pela repórter Renata Lo Prete, na Folha:

- Que tal Ciro? Em conversa com o presidente do PSB, Eduardo Campos, que entrou pela madrugada de ontem, Dilma Rousseff ressuscitou a ideia de levar Ciro Gomes para o primeiro escalão na cota do PSB.

No desenho proposto por ela, Ciro voltaria para a Integração Nacional e Fernando Bezerra, que Campos havia escolhido para essa pasta, assumiria a Secretaria de Portos.

Caso Ciro recusasse a oferta, Bezerra ficaria com a Integração, deixando Portos para Beto Albuquerque.

A volta do nome de Ciro, que está no exterior, levou a uma série de conversas internas no PSB ontem. A definição deve ficar para quarta-feira.

- Escanteio: Dilma não gostou da entrevista em que Antonio Carlos Valladares (PSB-SE) manifestou desinteresse em assumir o Ministério da Micro e Pequena Empresa.

A petista se viu com a faca no pescoço, já que é conhecida sua intenção em levar José Eduardo Dutra à vaga de Valladares no Senado.

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Escrito por Josias de Souza às 06h14

FONTE: FOLHA ON LINE - BLOG DO JOSIAS

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ciro Gomes fica fora do 1º escalão de Dilma

03 de dezembro de 2010

O ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB) está mesmo fora do primeiro escalão do governo de Dilma Rousseff. Talvez por já ter certeza disso, Ciro sumiu do Congresso, se ausentou das negociações da reforma ministerial e, na semana passada, viajou para a Europa. Até a possibilidade de voltar ao Ministério da Integração Nacional, que dirigiu na primeira gestão do presidente Lula, lhe foi negada.

A exclusão de Ciro do futuro governo pode ser mais uma decepção para o ex-ministro, que trocou o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, a pedido de Lula, quando cotado para disputar o governo no Estado. Também por imposição do Palácio do Planalto Ciro foi forçado a abrir mão da candidatura presidencial. E não bastasse o sacrifício, o aliado assumiu um cargo de coordenação na campanha presidencial petista. Ao final, o Ceará deu à Dilma a maior vitória proporcional no Nordeste.

Foi por tudo isto, e contando com o apoio de setores importantes do PSB, que Ciro sonhou alto. Seu maior desejo era chegar ao comando do Ministério da Fazenda, economista que é. Um de seus correligionários conta que ele só aceitaria um cargo no governo Dilma se fosse "alguma coisa grande, de repercussão".

O cearense chegou a ser cogitado para assumir o Ministério da Saúde, que o PMDB estava disposto a ceder a qualquer aliado. É bem verdade que não houve movimentação do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, neste sentido. Mas os socialistas dizem que caberia a Lula a iniciativa, o que não ocorreu.

Ciro aguardou um gesto do presidente Lula e de sua sucessora, mas como nada foi sinalizado, a melhor saída era mesmo embarcar para a Europa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Agência Estado

 
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