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domingo, 9 de janeiro de 2011

PERFIL DO GOVERNO - As metas do time de Dilma




9/1/2011


Veteranos no governo, os ministros serão os responsáveis por dar ritmo aos avanços que Dilma pretende conduzir

Dilma Rousseff assume a Presidência com o compromisso de dar continuidade aos projetos políticos iniciados pelo seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi em boa parte devido ao sucesso da estabilidade econômica e dos avanços sociais do governo anterior, sustentadas pelo apadrinhamento de Lula que a nova presidente conseguiu arrematar os 56 milhões de votos e o posto mais alto do Executivo.

Se continuidade é o lema de Dilma, a convocação do time do primeiro escalão do Governo não poderia ser diferente. A presidente começa o mandato com 15 dos 37 ministros de Lula. São vários nomes mantidos (Guido Mantega, Nelson Jobim, Fernando Haddad, entre outros) ou realocados (Paulo Bernardo e Miriam Belchior) - fora os que estão voltando ao Governo (Antonio Palocci e Edson Lobão).

Veteranos em Presidência petista, os ministros serão os responsáveis por dar o ritmo aos avanços que a maestrina Dilma pretende conduzir no País.

Ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci assume a Casa Civil com a tarefa de readequar as funções da pasta para suas atribuições originais.

Por conta disso, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o "Minha Casa, Minha Vida" serão agora coordenados pelo Ministério do Planejamento, que tem no comandado Miriam Belchior.

Articulador político competente e dono de respeitada influência no Congresso e entre os empresários, ele cuidará mais da parte política do Governo.

Ao lado dele, estará José Eduardo Cardozo, o titular da Justiça. Os dois estiveram juntos na coordenação da campanha de Dilma e tendem a exercer a mesma função no Governo, embora Palocci seja o principal interlocutor dos partidos aliados.

O deputado Luiz Eduardo Cardozo deverá priorizar no Ministério da Justiça o combate ao crime organizado, à violência e às drogas. Para isso, a vigilância das fronteiras será reforçada, coibindo a entrada de armamentos e drogas.

Outra medida polêmica que deve ser tomada por Cardozo é a realização de um consulta pública, por meio de referendo ou plebiscito, para discutir a descriminalização do uso de drogas.

Com relação à legislação processual, o ministro já teria sinalizado que é a favor de reformas. Ele defende a redução da possibilidade de recursos, que a tramitação de papéis seja totalmente informatizada e que o acesso à Justiça seja mais barato e democrático.

Uma mistura de técnico e político. É assim que o novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pretende governar uma pasta que representa o segundo maior orçamento da União e também a área do Governo Lula mais mal avaliada pela população, de acordo com a pesquisa Datafolha.

A meta principal de Padilha é o aprimoramento da gestão do dinheiro, que em 2011 vai contar com cerca de R$ 71 bilhões. Somados a recursos de Estados e municípios, o investimento chega a R$ 120 bilhões anuais.

Padilha defende um aumento dos recursos para a saúde, mas não menciona de onde poderiam vir os investimentos adicionais.

O ministro defende a adoção de um contrato de metas com governadores e prefeitos. Pelo acerto, o governo federal poderia deixar de enviar dinheiro para estados e municípios se as metas de qualidade e o volume de atendimentos não forem cumpridos.

Nos planos do novo titular da Saúde também estão da foco especial na saúde da mulher e da criança, fazer mais unidades de pronto atendimento, criar um programa nacional de prevenção e tratamento a dependentes de crack, enfrentar a dengue e promover a distribuição de medicamentos contra diabetes e hipertensão.

Melhorias no ensino

Veterano na Educação, Fernando Haddad tem mais alguns anos de missões árduas pela frente. Para que a educação brasileira chegue a um patamar de qualidade minimamente aceitável, o ministro pretende universalizar o ensino médio, melhorar o serviço das creches e investir na valorização e carreira dos professores.

Segundo Haddad, no Governo Dilma, o ensino médio precisa se integrar com o trabalho, a cultura e o desporto a fim de oferecer perspectivas múltiplas de atendimento ao jovem.

Ainda no início do ano, Haddad vai apresentar uma proposta deve servir de base para a elaboração de uma prova nacional de concurso de ingresso na carreira docente. A primeira edição deve ocorrer em 2012.

Área social

Caberá a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, coordenar o programa para erradicar a pobreza no Brasil. A proposta terá os moldes do Programa de Aceleração do Crescimento, com metas claras de gestão e monitoramento.

O objetivo é ampliar os programas de inclusão produtiva, a rede de benefícios sociais já existentes, como oferta de saneamento básico, além de políticas voltadas à educação e saúde.

SUPORTE
Técnicos ajudam na gestão de ministro

Depois de aceitar o critério político para partilhar sua equipe ministerial com os partidos aliados, a presidente Dilma Rousseff resolveu fortalecer a gestão das pastas nomeando secretários executivos mais experientes e ligados aos setores onde atuarão.

Com isso, espera blindar seu ministério de um eventual apagão de gestão por conta da necessidade de atender politicamente os partidos que ajudaram sua campanha eleitoral.

Assim, técnicos que chegaram a assumir a titularidade de ministérios terão esse papel comandando secretarias executivas. Será assim com Carlos Gabas, que será o número dois no Ministério da Previdência Social, depois de chefiar a pasta na maior parte do último ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A experiência de Gabas no setor servirá de amparo técnico para o trabalho do novo ministro, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), escolhido para o cargo na cota política do PMDB. Sem experiência no setor, durante sua posse, Garibaldi reconheceu publicamente a necessidade da parceria com Gabas e revelou ter apelado pessoalmente para que o ex-ministro aceitasse ficar na secretaria executiva em vez aceitar o convite para presidir os Correios.

No Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann fez o mesmo caminho, deixando o comando da pasta, que volta a ser ocupada pelo senador Edison Lobão (PMDB-MA), para retornar à secretaria executiva.

Na Casa Civil, outro ministro político, Antônio Palocci, terá Beto Vasconcelos como principal auxiliar. Ele era subchefe de Assuntos Jurídicos na Casa Civil trabalhando justamente ao lado de Dilma e leva para Palocci a experiência de lidar com o estilo administrativo que a nova presidente mantinha no órgão.

A nomeação da cearense Ana Fonseca para o segundo posto do Ministério de Desenvolvimento Social também funcionará de maneira semelhante com a ministra Tereza Campello. Na sua primeira passagem pelo ministério, Ana participou da formulação e implementação do programa Bolsa Família. Agora, poderá passar sua vivência na execução da proposta de erradicação da miséria no País.

O expediente não é uma novidade dentro do governo federal. O ex-presidente Fernando Henrique manteve sempre uma equipe de gestores técnicos em várias secretarias de ministérios. A lista de secretários incluiu quadros importantes como Antônio Anastasia, Pedro Parente, Milton Seligman, Martus Tavares, José Luiz Portella e Guilherme Dias, entre outros.



JULIANNA SAMPAIO
ESPECIAL PARA A NACIONAL

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE
FOTO: ROBERTO STUCKERT FILHO/PR

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Conheça os 37 ministros de Dilma Rousseff



Dos 37 auxiliares, 17 são filiados ao PT, seis ao PMDB e dois ao PSB. O PP, o PDT, o PR e o PCdoB ficaram com uma pasta cada um. Há nove mulheres na equipe.

SÃO PAULO (Reuters) - A presidente eleita Dilma Rousseff definiu nesta quarta-feira os últimos integrantes de sua equipe ministerial.

Dos 37 auxiliares, 17 são filiados ao PT, seis ao PMDB e dois ao PSB. O PP, o PDT, o PR e o PCdoB ficaram com uma pasta cada um. Há nove mulheres na equipe.

Veja abaixo os ministros do futuro governo que assume em 1o de janeiro:

* AGRICULTURA - Wagner Rossi (PMDB) - Fazendeiro de Ribeirão Preto (SP) com extensa carreira em cargos públicos, é formado em Direito pela USP com diversos cursos de pós-graduação, alguns no exterior. Foi deputado federal por três legislaturas e deputado estadual por duas em São Paulo, além de ter assumido diversas secretarias paulistas.

* BANCO CENTRAL - Alexandre Tombini - Funcionário do BC desde 1995, tem experiência no combate à inflação, mas terá que mostrar capacidade de resistir a pressões políticas. Aos 46 anos, trabalhou na formulação do regime de metas de inflação.

* CASA CIVIL - Antonio Palocci (PT) - Ex-ministro da Fazenda da gestão Lula (2003-2006), deixou a pasta sob escândalo e retorna como homem de bastidor que faz a ponte do governo com setores da economia. Na Fazenda, obteve a confiança do mercado financeiro pela austeridade com as contas públicas e na Casa Civil terá a função de coordenar as ações de governo. Tem 50 anos.

* CIDADES - Mário Negromonte (PP-BA) - Deputado e advogado de 60 anos, já pertenceu ao PMDB e PSDB. Va substituir Marcio Fortes, também do PP. Muito cobiçada, a pasta de Cidades, criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, é responsável pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

* CIÊNCIA E TECNOLOGIA - Aloizio Mercadante (PT) - Economista e senador eleito com mais de 10 milhões de votos em 2002, saiu derrotado das eleições para o governo paulista em 2006 e 2010. Sem mandato a partir do ano que vem, foi contemplado com o ministério. Aos 56 anos, ensaiou deixar a liderança do PT no Senado para marcar sua insatisfação contra orientação da direção do partido pelo arquivamento de processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

* CULTURA - Ana de Hollanda - Irmã do compositor Chico Buarque de Hollanda, é atriz e cantora. Tem 62 anos e foi diretora do centro de música da Funarte. Ela estreou em 1964 em show musical no colégio Rio Branco, integrando o vocal Chico Buarque e As Quatro Mais, em SP. Após divulgação de seu nome para integrar ministério, postou no twitter que 'o desafio é enorme, mas nada que seja impossível para quem respira cultura'.

* COMUNICAÇÕES - Paulo Bernardo (PT) - Sem ter concluído curso universitário, o ex-bancário de 58 anos, eleito três vezes deputado federal pelo Paraná, direcionou sua vida política a assuntos relacionados a finanças públicas, caminho que o levou a ser escolhido para assumir o Ministério do Planejamento de Lula em 2005. Terá como desafios assumir o novo marco regulatório das comunicações e introduzir o Plano Nacional da Banda Larga.

* DEFESA - Nelson Jobim (PMDB) - Chegou ao comando da Defesa em 2007 em meio ao caos aéreo, após o acidente com um avião da TAM em São Paulo. No seu currículo, possui a marca de ter ocupado cargos de primeiro escalão nas três esferas de poder. Gaúcho de 64 anos, foi indicado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1997 e presidiu a Corte entre 2004 e 2006. Já foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul e comandou o Ministério da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso.

* DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO - Afonso Florence (PT) - Sua indicação mantém a Democracia Socialista (DS), tendência do PT, à frente da pasta que cuida da reforma agrária, repetindo medida do governo Lula. Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia, era secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia até este ano. Tem 60 anos e elegeu-se deputado federal neste ano.

* DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - Fernando Pimentel (PT) - Ex-prefeito de Belo Horizonte e militante contra a ditadura militar, é um dos fundadores do PT. Formado em Economia e mestre em Ciências Políticas, é amigo pessoal de Dilma Rousseff. Deixou a coordenação da campanha da petista após citação em escândalo. Saiu derrotado da eleição ao Senado em Minas. Tem 59 anos.

* DESENVOLVIMENTO SOCIAL - Tereza Campello (PT) - É subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, onde se dedica ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e atua desde agosto de 2004. É gaúcha, economista e foi secretária do governo do Rio Grande do Sul antes de atuar no governo de transição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.

* EDUCAÇÃO - Fernando Haddad (PT) - Assumiu a pasta em 2005 e tem a confiança de Dilma. Foi mantido no posto mesmo após dois momentos críticos relacionados ao Enem. Paulistano, de 47 anos, liderou a expansão das universidades federais e o programa Prouni.

* ESPORTE - Orlando Silva (PCdoB) - Baiano de Salvador, chegou ao comando da pasta em 2006. Aos 39 anos, leva no currículo a realização dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, em 2007, e a conquista dos direitos para sediar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

* FAZENDA - Guido Mantega (PT) - Aos 61 anos, foi mantido no cargo que ocupa há cinco anos no governo Lula. Sob sua gestão, a economia brasileira cresceu de forma consistente em meio a críticas de pouco rigor com as contas públicas. O desempenho econômico favorável, que levou as taxas de desemprego a mínimas históricas, foi decisivo para garantir a eleição de Dilma Rousseff, mas não assegurou a Mantega a preferência de analistas do mercado financeiro.

* INTEGRAÇÃO NACIONAL - Fernando Bezerra Coelho (PSB) - Pernambucano de Petrolina, Bezerra, de 53 anos, atuava como secretário de Desenvolvimento de Pernambuco. Foi prefeito de sua cidade natal por três vezes. Elegeu-se também deputado estadual, em 1982, e deputado federal, quatro anos depois. Foi a principal indicação do PSB no governo Dilma.

* JUSTIÇA - José Eduardo Cardozo (PT) - Advogado paulistano de 51 anos, é secretário-geral do PT e foi coordenador da campanha eleitoral de Dilma. Atuou na primeira gestão da Prefeitura de São Paulo com a prefeita Luiza Erundina (1989-1992). Deputado federal por dois mandatos, desistiu de concorrer na última eleição.

* MEIO AMBIENTE - Izabella Teixeira - Brasiliense, é bióloga e funcionária de carreira do Ibama desde 1984. Tem mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental e se mantém à frente da pasta que assumiu em abril deste ano.

* MINAS E ENERGIA - Edison Lobão (PMDB) - Já ocupou a pasta no governo Lula. Reeleito para o Senado pelo Maranhão nas eleições de outubro, Lobão, de 74 anos, é ligado ao ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Antes sem experiência em energia, conquistou a confiança da presidente eleita.

* PLANEJAMENTO - Miriam Belchior (PT) - Coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula, de 52 anos, foi secretária da prefeitura petista de Santo André e é viúva do ex-prefeito da cidade Celso Daniel. Levará para o Planejamento a gestão do PAC.

* PREVIDÊNCIA SOCIAL - Garibaldi Alves (PMDB-RN) - Aos 63 anos, foi eleito este ano para um terceiro mandato de senador. Com intensa carreira política, foi duas vezes governador do Rio Grande do Norte, prefeito de Natal e três vezes deputado estadual. Presidiu o Senado entre 2007 e 2009. É formado em direito e jornalista de profissão.

* RELAÇÕES EXTERIORES - Antonio Patriota - Ex-embaixador do Brasil em Washington, tem boas relações com autoridades norte-americanas. Patriota, de 56 anos, defende a ampliação da relação do Brasil com a África e a busca por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

* RELAÇÕES INSTITUCIONAIS - Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (PT) - Deputado federal reeleito para um quarto mandato a partir de 2011, é presidente do PT-RJ e foi líder da bancada na Câmara entre 2007 e 2008. Ex-metalúrgico, trabalhou no estaleiro Verolme em Angra dos Reis e presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade em 1987. Em 1993, assumiu a prefeitura de Angra dos Reis (RJ). Tem 52 anos.

* SAÚDE - Alexandre Padilha (PT) - Médico infectologista graduado pela Unicamp com pós na USP, de 39 anos, é militante petista desde o movimento estudantil. Em 2009 assumiu a pasta das Relações Institucionais, responsável pela articulação política. Ainda quando ocupava a subchefia de Assuntos Federativos do Planalto acompanhava a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff em reuniões da base aliada. Foi diretor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

* TRABALHO - Carlos Lupi (PDT) - Representante do PDT no primeiro escalão, comandou a pasta no governo Lula a partir de 2007 e alavancou a geração de empregos. Usou os instrumentos que estavam ao seu alcance, como o conselho curador do FGTS e o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), para expandir o crédito durante a crise econômica mundial de 2008/2009.

* TRANSPORTES - Alfredo Nascimento (PR-AM) - Derrotado na disputa pelo governo do Amazonas neste ano, Nascimento já comandou a pasta nos dois mandatos do presidente Lula. Foi prefeito de Manaus e eleito senador em 2006.

* TURISMO - Pedro Novais (PMDB- MA) - Advogado, exerce seu sexto mandato como deputado federal. Tem 80 anos e elegeu-se pela primeira vez em 1983. Antes, foi deputado estadual, em 1979. Já integrou as comissões de Orçamento, Constituição e Justiça e Finanças e Tributação. Há duas denúncias contra ele publicadas na imprensa depois de sua indicação.

* SECRETARIA-GERAL - Gilberto Carvalho (PT) - Chefe de gabinete de Lula desde 2003, é amigo pessoal e homem de confiança do presidente. Paranaense nascido em 1951, é católico praticante ligado à Igreja Católica. Fará a ponte do governo com entidades da sociedade civil.

* SECRETARIAS: Moreira Franco (PMDB-RJ) (Assuntos Estratégicos); senadora Ideli Salvatti (PT-SC) (Pesca e Aquicultura); deputada Maria do Rosário (PT-RS) (Direitos Humanos); Luiza Helena Bairros (PT) (Igualdade Racial); Helena Chagas (Comunicação); Leônidas Cristino (PSB) (Portos), deputada Iriny Lopes (PT) (Políticas para as Mulheres)

* ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO (AGU) - Luís Inácio Lucena Adams, mantido; CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO (CGU) - Jorge Hage, mantido; GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL (GSI) - general José Elito Siqueira; CHEFE DE GABINETE - Giles Azevedo.

Por Carmen Munari e Hugo Bachega
Foto: Divulgação

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ouvido sobre sondagem de Dilma, Ciro pede ‘tempo’

12 de dezembro de 2010

Em viagem ao exterior, Ciro Gomes foi ouvido sobre a sondagem feita por Dilma Rousseff para que ele retorne ao Ministério da Integração Nacional.

Pediu tempo para pensar. Ficou de dar a resposta nesta semana. Dilma espera fechar a negociação com o partido de Ciro, o PSB, antes de quarta-feira (15).

Conforme noticiado pelo Painel, na Folha, a ideia de devolver Ciro à Esplanada foi exposta por Dilma ao governador pernambucano Eduardo Campos.

O blog apurou que Campos, presidente nacional do PSB, acionou o irmão de Ciro, o governador cearense Cid Gomes, também filiado ao partido.

Coube a Cid contactar Ciro. Ouviou-o pelo telefone, na sexta-feira (10). Depois, informou a Campos sobre o pedido de tempo.

Ciro já ocupou a pasta da Integração Nacional sob Lula.

Nomeado em 2003, deixou o cargo em março de 2006, para disputar uma cadeira de deputado federal.

Eleito, revelou-se um legislador em litígio com a atividade legislativa. Tornou-se um faltoso contumaz.

Desgostoso, absteve-se de concorrer à reeleição neste ano de 2010. Tentou empinar uma candidatura presidencial. Porém...

Porém, foi alijado da disputa pelo PSB, que preferiu associar-se, a pedido de Lula, à coligação vitoriosa de Dilma Rousseff.

No primeiro turno da eleição, Ciro dedicou-se à reeleição do irmão Cid, no Ceará. Só no segundo round achegou-se ao comitê de Dilma.

O nome de Ciro não constava da lista de candidatos a ministro que o PSB levou a Dilma.

Para a pasta da Integração Nacional, o nome sugerido foi o de Fernando Bezerra, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Na hipótese de Ciro responder positivamente ao aceno de Dilma, Bezerra deve ser deslocado para a Secretaria Nacional de Portos.

Se preferir, o próprio Ciro pode optar pela secretaria de Portos. Nesse caso, cogita-se vitaminá-la com o acréscimo da gestão dos aeroportos.

O simples pedido de tempo de Ciro foi recebido em Brasília como um sinal alvissareiro. Receava-se que ele refugasse a oferta de Dilma de bate-pronto.

Agora, aguarda-se pela resposta do quase ex-deputado para fechar o desenho da participação do PSB na equipe de Dilma.

Afora essa pendência, os operadores de Dilma tentam convencer Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) a aceitar a nova pasta das Micro e Pequenas Empresas.

Convertido em ministro, Valadares se licenciaria do Senado, cedendo a cadeira ao suplente José Eduardo Dutra, presidente do PT federal.

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Escrito por Josias de Souza às 03h55

FONTE: FOLHA ONLINE - BLOG DO JOSIAS
FOTO: SIDINEI LOPES/FOLHA

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dilma tenta acomodar Ciro Gomes no seu ministério

11 de dezembro de 2010

Reza a tradição: em política, o sujeito não pode estar tão próximo que amanhã não possa estar distantes nem tão distante que amanhã não possa se aproximar.

Tome-se o caso de Ciro Gomes (PSB-CE). Empurrado por Lula para fora do tabuleiro presidencial, tomou distância.

Na virada do primeiro para o segundo turno, reaproximou-se. Virou um dos coordenadores do comitê de Dilma Rousseff.

Agora, como que decidida a encurtar todas as distâncias, Dilma tenta devolver Ciro à Esplanada.

Leia-se, a propósito, o par de notas que abre o Painel, editado pela repórter Renata Lo Prete, na Folha:

- Que tal Ciro? Em conversa com o presidente do PSB, Eduardo Campos, que entrou pela madrugada de ontem, Dilma Rousseff ressuscitou a ideia de levar Ciro Gomes para o primeiro escalão na cota do PSB.

No desenho proposto por ela, Ciro voltaria para a Integração Nacional e Fernando Bezerra, que Campos havia escolhido para essa pasta, assumiria a Secretaria de Portos.

Caso Ciro recusasse a oferta, Bezerra ficaria com a Integração, deixando Portos para Beto Albuquerque.

A volta do nome de Ciro, que está no exterior, levou a uma série de conversas internas no PSB ontem. A definição deve ficar para quarta-feira.

- Escanteio: Dilma não gostou da entrevista em que Antonio Carlos Valladares (PSB-SE) manifestou desinteresse em assumir o Ministério da Micro e Pequena Empresa.

A petista se viu com a faca no pescoço, já que é conhecida sua intenção em levar José Eduardo Dutra à vaga de Valladares no Senado.

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Escrito por Josias de Souza às 06h14

FONTE: FOLHA ON LINE - BLOG DO JOSIAS

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cearenses fora do novo ministério

6/12/2010


Deputados reclamam da exclusão, até o momento, de nomes para o primeiro escalão do Governo Federal

Alguns deputados estaduais não estão satisfeitos com o fato de até agora nenhum cearense ter sido contemplado na montagem do Governo da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Na última sessão ordinária que ocorreu na Assembleia, sexta-feira, deputados foram à tribuna reclamar pelo fato de o Estado está sendo preterido.

Dez nomes já foram cotados para assumir cargos na administração de Dilma Rousseff que tem início em janeiro do próximo ano. O deputado Ely Aguiar (PSDC) observa que nessa disputa por cargos outros estados estão tendo muito mais força política do que o Ceará.

Ele cita como exemplo o Maranhão, Estado natal do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que já conseguiu a indicação do senador Edison Lobão (MA) para voltar ao Ministério de Minas e Energia.

Para o parlamentar, o "esforço titânico" feito pelo governador Cid Gomes, principalmente, no segundo turno das eleições presidenciais, não está sendo reconhecido por Dilma Rousseff. Ely Aguiar lembra que o Ceará foi um dos estados que deu à presidente eleita uma votação expressiva.

"O esforço que se fez e que o governador fez para a eleição de Dilma, garantiu a ela, no Ceará, a segunda maior votação do País, quase 80%, e ser tratado mais uma vez a pão e água? Pelo visto o nosso Estado não será contemplado com um ministério, talvez com um cargo de segundo ou terceiro escalão", conjectura.

Ciro

O deputado destaca que até o momento Ciro Gomes (PSB), que também se empenhou na campanha da petista, não foi chamado para compor o governo de Dilma Rousseff. Ely Aguiar acredita que o Ministério da Integração, o qual Ciro Gomes já esteve à frente no Governo Lula, não deve voltar ao cearense. Isso porque, segundo ele, o presidente do PSB, Eduardo Campos, já declarou que vai indicar um nome para a pasta.

De acordo com Ely Aguiar, a mesma situação pode ser percebida no caso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em que Ciro seria indicado, mas o atual presidente vai ficar no cargo.

Definidas

O deputado Artur Bruno (PT) pondera que Ciro Gomes tem experiência para assumir qualquer cargo no País. Ele presume que Ciro deverá ser aproveitado no Governo de Dilma Rousseff, argumentando que ainda não foram definidas todas as nomeações do primeiro escalão do novo Governo.

Artur Bruno concorda que um parlamentar cearense ser nomeado como ministro é importante para o Estado, entretanto, entende que isso, por si só, não garante prioridades.

Na avaliação do deputado Cirilo Pimenta (PSDB) falta mais vigilância dos políticos cearenses. "O Ceará há muito tempo não tem um bom coordenador de bancada que discuta as questões levantada pelos cearenses no Congresso. O deputado Fernando Hugo (PSDB) concorda com o colega tucano, avaliando que mesmo um cearense sendo "aquinhoado" com um cargo não garante os recursos prometidos ao Estado.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE
FOTO: RODRIGO CARVALHO

 
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