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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Discrição marca os primeiros dias de Dilma


12/01/2011

Cristiano Romero e Rosângela Bittar De Brasília

Há dez dias no cargo, a presidente Dilma Rousseff começa a mostrar um estilo de governar inteiramente distinto ao de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. A começar pelos horários. Dilma chega um pouco mais tarde que Lula ao Palácio do Planalto - entre 9h e 9h30 -, mas, geralmente, sai mais tarde - em média, entre 21h30 e 22h. Ao contrário do ex-presidente, começa as reuniões no horário e não tolera atrasos.

Em apenas uma semana e meia, a presidente demonstrou estar muito à vontade no cargo. Seu interesse pela gestão é primordial. Ontem, ela decidiu de última hora participar de uma reunião interministerial, na Casa Civil, agendada para debater o problema da dengue. Ao chegar lá, solicitou, como é de praxe em seus encontros com ministros, um diagnóstico detalhado da situação da doença em todo o país. Depois, cobrou ações, fez raciocínios junto com os presentes e tomou uma decisão: propor um pacto contra a dengue aos Estados mais afetados pela epidemia.

Também diferentemente do ex-presidente Lula, Dilma é discreta. Nestas duas primeiras semanas de gestão, evitou o tipo de exposição pública permanente que seu antecessor adorava ter. Em oito anos de mandato, foi difícil ver Lula um dia sequer sem fazer discursos em algum lugar. "Dilma já desceu do palanque e não vai subir mais", revelou um colaborador.

A presidente discursará pouco, dará entrevistas menos ainda, mas vai conversar com grupos pequenos de jornalistas, em caráter informal, para estabelecer uma comunicação permanente e que lhe permita dialogar com a sociedade. Dilma gosta de discrição e austeridade, e nestes dez dias demonstrou que o estilo "low profile" da transição não era apenas para evitar fazer sombra a Lula enquanto ele ainda estava no poder, mas também seu estilo de executiva total.

Dilma gosta de trabalhar com planejamento. Sua rotina é metódica. Ainda vivendo na Granja do Torto - o Palácio da Alvorada só a receberá e à sua mãe e uma tia depois de passar por uma pintura -, ela acorda às 6h30, caminha na esteira por 45 minutos, lê os jornais e só depois se dirige ao Planalto.

No gabinete, antes de mais nada, a presidente se reúne com um auxiliar direto - Gilles Carriconde Azevedo (chefe de gabinete) - e os chamados ministros da Casa - Antonio Palocci (chefe da Casa Civil), o general José Elito Carvalho Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional) e Helena Chagas (Comunicação). Nesse momento, recebe um briefing completo de cada um sobre suas respectivas áreas de atuação.

Por enquanto, a agenda diária da presidente está repleta de encontros com ministros. Não apareceram ainda empresários, banqueiros e personalidades. Praticamente todas as reuniões são acompanhadas por Palocci. O ministro que mais tem ido conversar com ela é o da Fazenda, Guido Mantega. Outro que sempre aparece, muitas vezes sem avisar, é José Eduardo Cardozo, titular da Justiça.

O principal assunto tratado pela presidente até agora foi, do ponto de vista político, a relação com o PMDB. Do ponto de vista administrativo, a tarefa essencial foi estruturar a forma de trabalhar com os ministros, de conduzir o governo.

A presidente pretende evitar viagens em excesso. Sua agenda internacional é modesta perto do estilo "globetrotter" de Lula, embora tenha propósitos claros. Neste primeiro semestre, ela vai à Argentina e ao Uruguai para mostrar a prioridade que a América do Sul terá em sua política externa. Depois, irá ao Peru para participar da Cúpula América do Sul - Países Árabes.

Mais adiante, Dilma visitará os Estados Unidos com o propósito de se aproximar do presidente Barack Obama, com quem Lula não desenvolveu uma boa relação, e, desta forma, fortalecer uma parceria tradicional da política externa brasileira. Depois, visitará a China para participar da reunião dos Brics, o grupo de países emergentes do qual também fazem parte Índia e Rússia. Antes de iniciar, portanto, o chamado diálogo Sul-Sul, ela vai se avistar com os americanos.

A presidente não deve ir a Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial, como fez Lula em seu primeiro mês de Presidência. Julga que, ao contrário do ex-presidente, não tem a necessidade de ir àquele fórum porque, agora, o Brasil não está em crise. Ela não fechou totalmente a possibilidade dessa viagem, mas a tendência é ficar em Brasília.

Dilma pretende, também, cumprir as promessas e as expectativas que criou na campanha eleitoral e no período de transição. Nestes primeiros dias de gestão, deu indicações, por exemplo, de que pretende respeitar a autonomia operacional conferida ao Banco Central. Ao contrário de alguns rumores, ela não opinou sobre as medidas cambiais anunciadas por Alexandre Tombini, presidente da instituição. "São medidas do BC. Ponto", observou um auxiliar.

FONTE: VALOR ECONÔMICO
FOTO: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Correios lançam selo em homenagem ao ex-presidente Lula


10/01/2011

O selo tem tiragem limitada e valor facial de R$ 2,00.
O lançamento segue os critérios do Ministério das Comunicações.

Do G1, em Brasília

A Empresa Brasileira de Correios (ECT) colocou em circulação no dia 1º de janeiro deste ano um selo, de tiragem limitada com 900 mil exemplares, em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O selo tem valor facial de R$ 2,00 e também é vendido na loja virtual dos Correios.
Segundo a Norma 500/05 do Ministério das Comunicações, entre os critérios para emissão de selo alusivo a pessoas vivas se enquadra homenagem a chefes de Estado, atletas que obtiveram a 1ª colocação em Jogos Olímpicos e ganhadores do prêmio Nobel.

O selo apresenta a foto oficial do segundo mandato do ex-presidente Lula nos jardins do Palácio da Alvorada. Em segundo plano, a imagem apresenta os arcos do Palácio da Alvorada, moradia oficial do Presidente da República.


FONTE: G1.Globo
FOTO: Divulgação dos Correios

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Popularidade de Lula tem recorde mundial

30/12/2010

PESQUISA CNT/SENSUS

Lula deixa o governo com popularidade que bate presidentes como Michelle Bachelet e Nelson Mandela

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclui seus oito anos de mandato como o chefe de Estado mais bem avaliado do mundo, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em parceria com o Instituto Sensus.

A pesquisa divulgada na tarde de ontem apontou que o índice de aprovação pessoal de Lula atinge 87% entre os entrevistados. "Lula deixa o governo no próximo dia 31 com recorde mundial de popularidade", comentou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

De acordo com a lista, apenas a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet; o ex-presidente da Uruguai, Tabaré Vázquez; e o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, tiveram índices de popularidade tão bons em final de governo. Ainda assim, as médias dos outros líderes ficaram abaixo do índice obtido por Lula.

Presidentes

Segundo informa a pesquisa CNT/Sensus, Michelle Bachelet atingiu 84% de aprovação pessoal ao deixar o governo e Tabaré Vázquez, 80%. Ambos deixaram seus governos este ano.

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, responsável pelo fim do regime do apartheid naquele país, deixou o governo com 82% de aprovação popular em 1999.

A lista aponta ainda Néstor Kirchner, da Argentina (55%), os ex-primeiros-ministros britânicos Tony Blair (44%) e Margaret Thatcher (52%) e o ex-presidente norte-americano Franklin Roosevelt ( 66%).

A CNT não informou qual foi a fonte de informação para formatar a lista. O presidente da CNT esclareceu, apenas, que o Sensus pesquisou fontes credenciadas, que indicassem os índices de aprovação pessoal de presidentes em fim de mandato.

O mesmo levantamento lembra que Fernando Henrique Cardoso tinha apenas 26% de aprovação popular ao concluir os oito anos de governo em 2001. A CNT observa que os ex-presidentes brasileiros Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas já foram citados como os melhores presidentes do Brasil, mas pondera que não há pesquisa de popularidade realizada enquanto estiveram no governo.

Mais uma vez o Nordeste carreia os maiores índices para Lula, com mais de 80% de aprovação. A 110ª edição da pesquisa CNT/Sensus entrevistou duas mil pessoas, em 136 municípios de 24 Estados, n os dias 23 a 27 de dezembro.

BOA ACEITAÇÃO
Dilma irá assumir com índice de 70% de aprovação

Ainda embalada pela popularidade recorde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presidente eleita, Dilma Roussef, assumirá a Presidência da República com um índice de 70% de aprovação, traduzido na expectativa de que ela faça um bom governo.

Em 2002, quando havia acabado de ser eleito, o presidente Lula carregava consigo a expectativa de um bom governo por parte de 71% da população, de acordo com a mesma pesquisa.

Nos dados revelados ontem, pela pesquisa CNT/Sensus, 27,7% acham que a presidente fará um "ótimo" governo e 41,5% esperam um "bom" mandato. Já 17,6% acham que a sucessora do presidente Lula a fará um governo "regular", 3,7% responderam "ruim"; e 2,7%, "péssimo".

A saúde pública foi indicada por 46% dos entrevistados como o problema prioritário que Dilma precisará enfrentar. A porcentagem é duas vezes maior que a do problema apontado em segundo lugar, a educação pública (19,5%).

Fonte: Diário do Nordeste
FOTO: ANTONIO CRUZ/ABR

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lula diz que governar o Brasil foi “gostoso demais”

27 de dezembro de 2010

“Em seu último programa semanal de rádio Café com o Presidente, na manhã desta segunda-feira, Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao povo brasileiro pelo voto de confiança e disse que não foi difícil governar o país. “Eu quebrei um tabu, porque todo mundo dizia que era difícil governar o Brasil. Eu não achei nada complicado, achei até gostoso demais”, declarou Lula. Ele disse que tem compromissos a cumprir e que vai trabalhar até a próxima quinta-feira (30).

O presidente também pediu aos brasileiros para apoiar a presidente eleita, Dilma Rousseff, que tomará posse no sábado (1º). “O Brasil está vivendo uma fase importante de crescimento econômico que pode nos levar a ser, dentro de cinco ou seis anos, a quinta economia mundial. Serão quatro anos de intensivo trabalho. Dilma vai precisar de todo o apoio. E é isso que eu queria pedir para vocês”, disse.

Lula também falou sobre o “Café com o Presidente” e sugeriu que Dilma utilize o programa como um de seus canais de comunicação. “Penso que é justo que a nova presidente continue esse programa. Muitas das coisas que nós falamos aqui repercutem, as pessoas ficam sabendo pela televisão. Acho que a nossa presidente tem que utilizar o máximo possível esse espaço”, disse Lula.”

(Com Agências)

Fonte: Blog do Eliomar

domingo, 26 de dezembro de 2010

Avanços sociais e popularidade em alta marcam a Era Lula



26 de dezembro de 2010

Apesar dos escândalos de corrupção envolvendo nomes do Governo, Lula deixa a Presidência com recorde de aprovação

No dia 1º de janeiro de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva subiu a rampa do Palácio do Planalto com a missão de retomar o crescimento do Brasil e elevar a autoestima da população depois de anos de estagnação, desemprego e sufoco financeiro. Eleito na campanha mais emocionante da história da República, Lula emergiu como o depositário natural de uma vontade avassaladora de mudanças de 115 milhões de eleitores.

O cenário não era dos melhores após os oito anos da era Fernando Henrique Cardoso. O País, que representava a 10ª economia do mundo, tinha 7,8 milhões de desempregados, 22 milhões de miseráveis, além de uma dívida uma externa de R$ 199 bilhões.

Lula adaptou-se às novas regras, às reformas constitucionais e ao redesenho do Estado deixado por FHC e criou um governo ignorando, muitas vezes, as ideias de uma economia socialista do seu Partido dos Trabalhadores (PT).

A Carta ao Povo Brasileiro, publicada na campanha de 2002, enfatizou, além da necessidade de priorizar a questão social, a retomada do crescimento econômico. Os programas sociais, acusados pela oposição de voluntarismo, foram os principais responsáveis pela reeleição de Lula em 2006. "O povo sentiu na mesa, no prato e no bolso a melhora de vida", disse o presidente após a reeleição.

Bolsa Família

De fato, foi em boa parte graças ao Bolsa Família, programa que repassa dinheiro mensalmente a 12 milhões de famílias no País, somado ao aumento real do salário mínimo, à estabilidade da inflação e à queda no preço dos alimentos que Lula conseguiu a popularidade muitos dos votos.

No cenário internacional, Lula foi abençoado por uma conjuntura na qual o crescimento regular dos gigantes asiáticos alimentou saltos históricos em nossas exportações.

Durante a crise financeira mundial de 2008, o Brasil não passou incólume, mas esteve entre os últimos a entrar e os primeiros a sair. Hoje o Brasil é admirado por banqueiros e economistas. E não apenas o presidente Obama o chama o líder mais popular do mundo.

Apesar dos escândalos de corrupção envolvendo nomes de seu Governo denunciados ao longo dos dois mandatos, Lula deixa a Presidência com o maior recorde de aprovação.

A pesquisa do Ibope, divulgada no último dia 16, mostra que o presidente tem aprovação pessoal de 87% da população. O índice de brasileiros que aprovam o governo é de 80% e o dos que confiam no presidente é de 81%, novo recorde. Para muitos brasileiros, o País que era uma promessa agora é realidade.

JULIANNA SAMPAIO
ESPECIAL PARA NACIONAL


Fonte: Diário do Nordeste

Parceiro do Estado - Ceará terá a 15ª visita do presidente em oito anos


26 de dezembro de 2010 Adicionar imagem

A cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Refinaria da Petrobras no Pecém, na próxima terça-feira (28), será o motivo da última viagem de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República ao Ceará. Em oito anos de Governo, esta será a 15ª visita de Lula ao Estado.

Em suas viagens ao Ceará, ao longo dos dois mandatos, o presidente conversou com políticos, empresários, definiu novos investimentos para programas sociais e fez o lançamento de obras de projetos estruturantes do Governo Federal, como o Programa de Aceleração do crescimento (PAC).

Durante as visitas ao Estado, Lula pôde comprovar de perto a popularidade que tem com o povo cearense, principalmente com aqueles das camadas mais baixas. As estatísticas comprovam que o Governo Lula trouxe melhorias significativas para a população. Comparado aos oito anos de FHC, Lula gerou cinco vezes mais postos de trabalho no Estado. Enquanto no governo tucano foram 51 mil empregos, no petista foram gerados 247 mil.

Avanços

Houve também avanços na educação com a instalação de 17 novas unidades de ensino tecnológico, sendo sete novas escolas técnicas, cinco campi avançados e cinco núcleos avançados, com capacidade para atender 21 mil alunos.

O Programa Universidade para Todos (Prouni) beneficiou entre 2005 e 2009 mais de sete mil estudantes. Após 50 anos, o Ceará recebeu a segunda universidade federal, a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), que será implantada em Redenção. Até 2012, a Universidade Federal do Ceará vai oferecer cerca de 2.220 novas vagas.

Na saúde, estão sendo construídos com o apoio do Governo Federal dois novos hospitais; 21 policlínicas; 17 Clínicas de Especialização Odontológica; 32 Unidades de Pronto Atendimento, além da universalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na área da habitação, o "Programa Minha Casa, Minha Vida" promete contemplar com moradia 50 mil famílias de baixa renda.

Apesar destas melhorias, em termos de projetos de infraestrutura pouco ficou de concreto para os cearenses após oito anos de Governo Lula. As grandes obras prometidas e com as quais o presidente angariou votos continuam como promessas. Projetos como a transposição das águas do São Francisco, a ferrovia Transnordestina e a própria refinaria ainda estão em andamento e o prazo para serem concluídos ainda é longo.

A culpa da morosidade, segundo Lula, é da burocracia, que é causada, muitas vezes, pelos próprios parlamentares, que criam "leis muito rígidas" e, consequentemente, "impõem muita fiscalização".

"As pessoas não têm noção do custo dessas obras paralisadas, é nós que somos os grandes culpados, porque nós que fizemos a lei", disse Lula durante visita às obras de construção do canal que vai integrar as bacias do São Francisco em Mauriti, no ano passado.

Quando forem concluídos tais empreendimentos podem gerar milhares de empregos no Estado, alavancando a economia cearense. A unidade da Refinaria Premium II, por exemplo, deve gerar cerca de 90 mil empregos diretos e indiretos. "Uma refinaria desse porte tem força para mudar a economia do Estado. É possível dizer até que a história do Ceará será antes e depois da refinaria", afirmou o governador Cid Gomes.

JULIANNA SAMPAIO
ESPECIAL PARA NACIONAL

Fonte: Diário do Nordeste

Como será a vida de um ex-presidente da República

26 de dezembro de 2010

Quando passar a faixa presidencial para sua sucessora, Lula deverá recomeçar outro importante capítulo em sua biografia política. Aos 65 anos de idade, o ex-líder sindical está longe de pendurar as chuteiras. Além de já ser denominado como o principal conselheiro de Dilma Rousseff, Lula deverá cumprir o papel de "missionário" de um projeto político-social de sucesso, participando de congressos e debates internacionais com líderes de todo o mundo.

Todos os presidentes brasileiros eleitos após a redemocratização não deixaram a política após abandonar o cargo. Alguns ainda ocuparam cargos eletivos; outros optaram por permanecer nos bastidores como fieis escudeiros de governantes e seus partidos.

Com Lula, não deve ser diferente. Embora tenha defendido em entrevista recente à revista inglesa The Economist que "um ex-presidente deve se recolher para algum lugar confortável e tranquilo e não ficar dando palpite sobre política nacional", ele deve ser peça fundamental na coordenação do PT.

Entre os planos de Lula está a luta para a aprovar a reforma política no País. Segundo ele, depois de convencer os petistas sobre a importância das reformas, vai trabalhar para que os demais partidos também aprovem as mudanças.

De acordo com Lula, uma reforma política poderá gerar "partidos fortes e um Congresso forte, para que quem sente nesta cadeira possa firmar acordos importantes com os partidos políticos e os líderes dos partidos". Admirado entre os principais líderes mundiais, ainda resta ao petista a possibilidade de ocupar a chefia de algum órgão internacional. Segundo fontes próximas ao presidente, as articulações para isso já teriam começado e Lula já teria, inclusive, participado de reuniões com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e com o comandante do Acnur (agência da ONU para refugiados), António Guterres.

Lula também quer viajar pelo Brasil para observar de perto o resultado de seu projeto político. A meta é reeditar a Caravana da Cidadania, que ele organizou para se preparar para a eleição presidencial de 1994.

Outro plano do presidente é a criação de um instituto, que levará seu nome, nos moldes daquele que foi criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O equipamento cuidará do acervo de sua passagem pela Presidência e das obras do Instituto Cidadania, ligado ao PT.

Frases do presidente

"Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil, e acreditem nele." - Mensagem de despedida da Presidência, em 23 de dezembro de 2010

"Vamos mudar, sim. Mudar com coragem e com cuidado, sem atropelos ou precipitações". - NO PALÁCIO do Planalto, durante discurso de posse em 1º de janeiro de 2003

"Aprendi a contar até dez, apesar de só ter nove dedos, que é para não cometer erros. Um erro em qualquer outro governo é um erro. No nosso não pode acontecer." - Lançamento do Plano Safra para a Agricultura, em 24 de julho de 2003

"Saímos do sufoco. Mas não vamos descuidar do equilíbrio fiscal e da inflação. Não há mais espaço para espetáculo" - SOBRE A estabilidade econômica em 13 de agosto de 2004

"Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento" - ao falar sobre as denúncias do mensalão do PT, em 13 de agosto de 2005

"Acho que a gente não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde neste País" - Na inauguração de um hospital do SUS em Porto Alegre, em 26 de abril de 2006

"O homem tem a maldita mania de achar que ninguém pode botar a mão nele. Mas quando pega um câncer de próstata, é virado do avesso" - defendendo exames contra o câncer de próstata em 10 de julho de 2008

"Tem gente que não gosta do meu otimismo, mas eu sou corintiano, católico, brasileiro e ainda sou presidente do País" - PRESIDENTE prevendo crescimento de 4% na economia, em 13 de janeiro de 2009


Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

"Saio do governo para viver a vida das ruas", diz Lula

24 de dezembro de 2010

O presidente, que deixa o poder no próximo dia 1º, aproveitou seu último pronunciamento oficial para fazer um balanço dos seus oito anos de governo

Em tom de despedida, o presidente Lula fez ontem o seu pronunciamento de final de ano na rádio e na TV virar um balanço dos oito anos de mandato, com alfinetadas a antecessores, mensagem de apoio a Dilma Rousseff e as tradicionais doses de ufanismo. “Saio do governo para viver a vida das ruas”, disse, numa referência a Getúlio Vargas, que afirmou na carta de testamento sair da vida para entrar na história.

“Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta”, continuou o presidente. “Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil e acreditem nele, porque temos motivos de sobra para isso “

Lula aproveitou a ocasião para exaltar sua sucessora, observando que é “profundamente simbólico” o fato de a faixa presidencial ser passada do “primeiro operário presidente para as mãos da primeira mulher presidenta”. “Tenho certeza de que Dilma será uma presidenta à altura deste novo Brasil, que respeita seu povo e é respeitado pelo mundo”. Também pediu que a população a apoiasse, assim como o apoiou “em todos os momentos”.

Incansável na crítica aos antecessores, o presidente disse que o seu governo afugentou “a onda de fracasso que pairava sobre o País”. “Se governamos bem, foi, principalmente, porque conseguimos nos livrar da maldição elitista que fazia com que os dirigentes políticos deste grande País governassem apenas para um terço da população.”

Otimista, afirmou que hoje o brasileiro “acredita mais no seu País e em si mesmo” e que o Brasil tem “um encontro marcado com o sucesso”. Elencou uma série de obras - como as hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte - e até o trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio, projetos que, segundo ele, “estão entre os maiores do mundo e vão mudar o curso da nossa história”. (das agências)

E agora
ENTENDA A NOTÍCIA
Lula sai do poder como um dos presidentes mais populares do país. Responsável direto pela eleição de Dilma, a dúvida que paira agora é sobre quais serão as atividades futuras do operário que conseguiu entrar para a História


Tags despedida

Fonte: O POVO

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lula admite se candidatar novamente à Presidência


"Não posso dizer que não porque sou vivo", diz, sobre disputar novo mandato

Para petista, Barack Obama não tomou "atitude na hora certa" e paga preço de crise herdada de Bush

KENNEDY ALENCAR
DE BRASÍLIA

A menos de 15 dias de deixar a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que poderá ser candidato novamente ao Palácio do Planalto.
Em entrevista ao programa "É Notícia", da RedeTV!, Lula respondeu se voltaria a disputar a Presidência um dia: "Não posso dizer que não porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária".
Fez uma ressalva: "Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer".
Na entrevista, que foi ao ar na madrugada de hoje, Lula ainda fez reparos à política de Barack Obama, lembrou momentos ruins do governo, como as saídas de José Dirceu e Antonio Palocci, e defendeu a política econômica.

Volta ao Planalto
"A gente nunca pode dizer não. Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista, e dizer que Lula diz que pode ser candidato. Eu não posso dizer que não porque eu sou vivo, sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária."
"O Brasil tem uma gama de líderes extraordinários. Tem a Dilma [Rousseff] que pode ser reeleita tranquilamente. Você tem [os governadores] Eduardo Campos, Jaques Wagner, Sérgio Cabral. Tem a oposição do Aécio [Neves, senador do PSDB de Minas]. Tem o [ex-governador José] Serra (PSDB-SP), que diz que ainda vai fazer oposição. O que não falta é candidato. É muito difícil dar qualquer palpite agora."
"Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e quando chegar a hora a gente vê o que vai acontecer."

Crise do Senado
Disse que a crise do Senado, em 2009, foi tentativa de golpe da oposição e que apoiou José Sarney para manter "a institucionalidade".
"O que estava acontecendo ali era uma tentativa de golpe no Senado para que o vice, tucano [Marconi Perillo, de Goiás], assumisse. É lógico, só um ingênuo é que não percebe as coisas."

Dirceu e Palocci
"Na Casa Civil, teve uma dubiedade entre o animal político que o Zé Dirceu era e a necessidade de ser o gerente do governo. Na minha opinião, era peso demais para uma pessoa tocar."
"Devemos muito ao Palocci. Era preciso ser como o Palocci foi naquele primeiro momento. Fiquei nervoso com o Palocci quando, em 2005, a economia caiu muito. (...) Ele reconheceu que houve exagero no endurecimento."

Mantega e Meirelles
Lula disse ser "grato" ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles: "Pode ter críticas de que houve erro aqui, demora ali, mas, quando você vai fazer uma síntese, percebe que a fotografia é mais positiva do que negativa".

Mensalão
Voltou a dizer que, quando deixar a Presidência, vai "estudar um pouco o que aconteceu no período". "Não acredito [que houve compra de apoio de parlamentares]."
Diz que foi "lambança eleitoral" e que petistas deveriam ter assumido isso. "Agora, passados cinco anos, de cabeça fria, vou reler a imprensa. Vou ver o que aconteceu em cada jornal, em cada revista, para que a gente possa remontar, [fazer] um juízo de valor do que aconteceu."

Papel de Marisa
O presidente contou que a primeira-dama, Marisa Letícia, "dá palpite" sobre governo. "A Marisa fala das coisas que sente e normalmente tem razão, porque ela fala coisa que o povo pensa."
"Vou dar um exemplo de coisas importante em que a Marisa me ajudou. [Na campanha de 2006] Marisa era a maior incentivadora que eu tinha que ir para os debates, que eu deveria triturar meus adversários. Eu achava que eu não deveria ir, mas ela estava certa."

Obama
Lula disse ser "fã" do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Ele só tinha que ter a ousadia que o povo americano teve votando nele. Recebeu uma herança maldita do governo Bush. O país quebrou. Como não tomou as atitudes nas horas certas, vem para as costas dele. Eu dizia para ele: "Presidente Obama, se você não fizer as coisas na hora correta, daqui um ano essa crise está nas tuas costas". Porque a crise era do Bush."

Vida de presidente
"O mais doloroso é a vida de um presidente. A vida de um presidente é muito solitária."
"Tem o dedo de Deus nessa coisa [ter sido eleito presidente]." "O preconceito raivoso de setores conservadores da sociedade brasileira me fez mais forte, pois eu tinha que provar todo santo dia que eu tinha que ser mais capaz do que eles."

Pós-Presidência
"Vou descansar. Tirar umas férias que não tiro há 30 anos. Uns dois meses num lugar onde eu não tenha que fazer nada, discutir política, fazer absolutamente nada."
"Normal eu nunca mais vou ser, mas um brasileiro o mais próximo da normalidade possível. Vou conseguir." "Vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para a Dilma, vai ser bom para todo mundo se eu ensinar como um ex-presidente tem que se portar."
"Quero tirar tudo da Presidência de dentro de mim. Preciso voltar a ser o Lula. Voltar a ser um cidadão mais próximo da normalidade possível. Se deixo a Presidência dia 1º e dia 2 começo a dar palpite na política, eu vou estar tendo ingerência em coisa que eu não devo."

FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
FOTO: Divulgação/Rede TV!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Lula fecha governo com 80% de aprovação e bate novo recorde, diz CNI/Ibope


16 de dezembro de 2010


Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

Pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quinta-feira (16), em Brasília, mostra que o governo Lula encerra seu mandato com recorde de avaliação positiva: 80%. Na avaliação anterior, o percentual era de 77%.

A aprovação pessoal do presidente também apresentou recorde histórico, com 87% de aprovação – o maior desde 2003. Na pesquisa anterior, a avaliação pessoal positiva de Lula chegou a 85%.

“Quando você olha a série histórica [dos dois mandatos do presidente Lula], vê-se que em 2005, houve um grande queda na avaliação do governo, enquanto no segundo mandato, os dados positivos da economia justificam que a população o avalie melhor que no primeiro”, observou o gerente executivo de Pesquisa CNI/Ibope, Renato da Fonseca.

Segundo a CNI/ Ibope, a avaliação positiva do presidente cresceu em todas as regiões do país: no Nordeste (de 92% para 95%), no Norte e Centro-Oeste (de 88% para 90%), Sudeste (de 81% para 85%) e Sul (de 78% para 80%).

Com relação à aprovação do governo, o Nordeste continua sendo a região com melhor avaliação: 86% da população considera o governo do petista como “bom” ou “ótimo”; seguido das regiões Norte e Centro-Oeste (81%); Sudeste (78%) e Sul (75%).

O índice de confiança na figura do presidente também teve elevação: de 81% contra 76% na pesquisa anterior de setembro, quando houve queda com relação a de junho, quando estava em 81%.

Das nove áreas de atuação do governo avaliadas, sete obtiveram avaliação positiva, com destaque para o setor de combate à pobreza, setor mais bem avaliado com 71% de aprovação (o índice anterior era de anterior 66%) e combate ao desemprego, com 66% (o índice anterior era de 64%).

O destaque negativo ficou para as áreas de saúde, com 54% de desaprovação (o percentual anterior era de 57%) e impostos, com 51% de avaliação negativa (manteve o mesmo índice da pesquisa anterior).

Quando questionados sobre os temas mais lembrados no que se refere às ações do governo Lula, os entrevistados indicaram, espontaneamente, as ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro no combate ao tráfico de drogas (com 32% das citações). Na sequência, foram lembrados os anúncios da formação do novo governo e os problemas com a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

A pesquisa de opinião foi realizada com 2002 eleitores de 140 municípios brasileiros, entre os dias 4 e 7 de dezembro. Tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.


FONTE: UOL NOTÍCIAS
FOTO: DIVULGAÇÃO

 
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